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Saúde

Doença misteriosa em Minas Gerais deixa uma vítima fatal e seis internadas deixando o sinal de alerta ligado

Ela provoca dores abdominais e diarreia no estágio inicial, depois evolui rapidamente para insuficiência renal aguda e alterações neurológicas

08/01/2020 09h44
Por: Hudson Barbosa
Fonte: Jornal de Lavras
Líder Saúde

Uma doença até então desconhecida, colocou em alerta as autoridades de saúde de Minas Gerais. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), sete pessoas foram internadas em Minas Gerais nos últimos dias com os mesmos sintomas, com insuficiência renal e alterações neurológicas.Dentre os hospitalizados estão quatro moradores do bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte.

Em nota, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas), os sintomas de insuficiência renal aguda de evolução rápida, em até 72 horas, com alterações neurológicas, já foram identificados em cinco moradores de Belo Horizonte, um em Ubá, na Zona da Mata, e outro em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em nota técnica do órgão de saúde, enviada aos profissionais da área de Minas Gerais, é recomendo que a equipe médica que deparar com esses sintomas em algum paciente, deve comunicar imediatamente ao Cievs-Minas.

Até agora, as sete pessoas infectadas são todas do sexo masculino e as vítimas tem idades entre 23 e 76 anos. Das sete vítimas, seis estão internadas em hospitais da Região Metropolitana e uma, a de Ubá, em Juiz de Fora.

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Um dos sete pacientes internados com insuficiência renal e problemas neurológicos, cujos quadros estão sendo investigados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) por ainda apresentarem causa indefinida, morreu na noite desta terça-feira (7). Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, estava internado em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

Amigos da família confirmaram à reportagem a morte do aposentado. Segundo eles, o paciente, que vivia em Ubá, passou a semana do Natal na casa da filha no bairro Buritis, em Belo Horizonte. O genro de Paschoal- que mora na casa onde o aposentado estava hospedado também foi internado apresentando os mesmos sintomas. Segundo informou a família, o quadro dele é grave e estável.

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Uma amiga da família contou à reportagem que no dia seguinte do Natal, Pachoal retornou à sua cidade e nos dias que se seguiram começou a apresentar os sintomas. 

"O primeiro sintoma foi não urinar e o médico o encaminhou para um nefrologista em Juiz de Fora, onde foi internado. A partir daí o quadro dele foi só piorando", explicou. 

A amiga lamentou a morte e disse que a família tinha esperança na recuperação do aposentado. " A gente achava que ele ia se recuperar, mas agora recebemos essa notícia", lamentou.

Para ela, a doença ainda é um mistério, e ninguém sabe o que pode ter causado os sintomas. "Tudo ainda está turvo, ninguém sabe de nada e o que pode ter acontecido. Mas agora a gente espera que as autoridades vão mais a fundo e descubra o que aconteceu e o que pode ter causado essa doença", cobrou. 

Segundo a SES, as investigações sobre o que poderia ter causado o problema seguem em curso. Uma força tarefa composta por técnicos da pasta estadual, da Secretaria Municipal de Saúde de BH e do Ministério da Saúde foi formada para apurar o caso. 
Mistério

Nesta terça-feira (7) a secretaria informou que, até esta segunda-feira (6),  foram notificados sete casos suspeitos, sendo que o primeiro deles foi no dia 19 de dezembro de 2019.  Os pacientes são do sexo masculino, e têm idades entre 23 e 76 anos, cinco residem em Belo Horizonte, um em Ubá, na Zona da Mata, e um em Nova Lima, na região metropolitana da capital. 

Segundo a secretaria, um dos casos aconteceu no dia 30 de dezembro e o paciente com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas estava internado no hospital privado de Belo Horizonte. No dia seguinte surgiu um segundo caso de um paciente com os mesmos sintomas em um hospital de Juiz de Fora.

"A média de dias entre o início dos primeiros sintomas e a internação foi de 2,5 dias. Todos com insuficiência renal aguda de rápida evolução (até 72 horas) e alterações neurológicas centrais e periféricas", escreveu a secretaria por nota. 

Segundo a secretaria os pacientes começaram com sintomas gastrointestinais como náusea, vômito e  dor abdominal,  associados à insuficiência renal aguda grave de evolução rápida, que progride em 72 horas,  seguida de uma ou mais alterações neurológicas como paralisia facial, borramento visual, amaurose, ou seja perda de visão, alteração de sensório e paralisia descendente.

A Secretaria de Saúde de Belo Horizonte foi procurada, mas informou que o caso segue em investigação pela secretaria estadual. 

Boatos em Belo Horizonte 

Alguns desses casos vieram a tona no último domingo (5) quando surgiram nas redes sociais boatos de intoxicação alimentar por cerveja no bairro Buritis, na região Oeste da capital mineira, por causa dos sintomas semelhantes de vários pacientes. No entanto, não há nenhuma confirmação dessa situação.

Entre as duas últimas semanas de dezembro e os primeiros dias de janeiro, as internações de quatro pacientes com o mesmo quadro de insuficiência renal grave, em Belo Horizonte, acendeu um alerta na Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária.

Circularam inúmeras mensagens nas redes sociais que associavam o quadro sintomático desses moradores da cidade a uma possível intoxicação causada por consumo de cerveja adquirida em um supermercado no bairro Buritis. 

A Unimed informou, por nota, que dois pacientes deram entrada na unidade da avenida do Contorno, nos dias 22 e 25 de dezembro, com insuficiência renal e neuropatia motora progressiva. A nota divulgada à imprensa ressalta que os diagnósticos estão sendo avaliados. Segundo o hospital, os pacientes estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Investigação municipal

O órgão municipal recolheu os alimentos consumidos por esses pacientes e coletou amostras de sangue para que sejam confirmadas ou descartadas quaisquer hipóteses a respeito do que teria causado a internação dessas pessoas e se o fator que provocou os sintomas é o mesmo em todos os quatro casos.

A Polícia Civil de Minas Gerais também abriu uma investigação para analisar se houve crime.

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