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Campo Belo e mais 282 cidades de Minas foram classificadas em risco de desastre ambiental

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24/05/2024 às 11h37 Atualizada em 24/05/2024 às 12h03
Por: Matheus Barbosa Fonte: Jotha Lee Com informações da Agência Brasil
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Com a intensificação das mudanças climáticas provocadas pela ação humana no meio ambiente, têm aumentado os desastres ambientais e climáticos em todo o mundo, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul.

No Brasil, o governo federal mapeou 1.942 municípios suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total dos municípios brasileiros.

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“O aumento na frequência e na intensidade dos eventos extremos de chuvas vêm criando um cenário desafiador para todos os países, em especial para aqueles em desenvolvimento e de grande extensão territorial, como o Brasil”, diz o estudo do governo federal.

Foto

As áreas dentro dessas 1,9 mil cidades consideradas em risco concentram mais de 8,9 milhões de brasileiros, o que representa 6% da população nacional.

O mapeamento do governo federal produziu uma nota técnica, na qual estão incluídos os 1.942 municípios classificados em risco de desastres ambientais. Campo Belo e mais 282 cidades de Minas estão incluídas na relação das cidades sob risco de tragédias provoadas pelas mudanças climáticas.

De acordo com o levantamento, as 283 cidades mineiras sob risco, juntas, possuem uma população de 1.403496 moradores, o que representa 10,06% da população de todo o Estado.

Confira se seu município.

Abadia dos Dourados
Abre Campo
Acaiaca
Açucena
Água Boa
Águas Formosas
Aimorés
Além Paraíba
Alfenas
Almenara
Alpercata
Alpinópolis
Alto Caparaó
Alto Jequitibá
Alvinópolis
Amparo do Serra
Antônio Dias
Araújos
Arinos
Astolfo Dutra
Ataléia
Barão de Cocais
Barbacena
Barra Longa
Belo Horizonte
Belo Oriente
Belo Vale
Betim
Boa Esperança
Bom Jesus do Galho
Bonfim
Brasília de Minas
Brumadinho
Buritizeiro
Cachoeira da Prata
Caeté
Caiana
Cajuri
Camanducaia
Campo Azul
Campo Belo
Cana Verde
Canaã
Candeias
Cantagalo
Caparaó
Capelinha
Capitão Enéas
Capitólio
Caputira
Caraí
Carandaí
Carangola
Caratinga
Carbonita
Careaçu
Carlos Chagas
Carmo de Minas
Carvalhos
Cataguases
Chácara
Chalé
Chapada do Norte
Cipotânea
Claro dos Poções
Coimbra
Conceição do Mato Dentro
Conceição dos Ouros
Congonhas
Conselheiro Lafaiete
Conselheiro Pena
Contagem
Coroaci
Coronel Fabriciano
Crisólita
Cristália
Descoberto
Diogo de Vasconcelos
Dionísio
Divino
Divinolândia de Minas
Divinópolis
Dom Cavati
Dom Silvério
Dona Euzébia
Dores de Guanhães
Elói Mendes
Engenheiro Caldas
Entre Folhas
Entre Rios de Minas
Ervália
Esmeraldas
Espera Feliz
Eugenópolis
Ewbank da Câmara
Fernandes Tourinho
Ferros
Florestal
Formiga
Francisco Sá
Franciscópolis
Frei Gaspar
Frei Inocêncio
Galiléia
Goiabeira
Governador Valadares
Guaraciaba
Guarani
Guidoval
Guiricema
Iapu
Ibirité
Inconfidentes
Inhapim
Ipanema
Ipatinga
Itabira
Itabirinha
Itabirito
Itacarambi
Itajubá
Itamarandiba
Itambacuri
Itamonte
Itanhomi
Itapecerica
Itueta
Jaboticatubas
Jaguaraçu
Jaíba
Jampruca
Janaúba
Januária
Jeceaba
Jequitaí
Joaíma
João Monlevade
Juatuba
Juiz de Fora
Ladainha
Lagoa Dourada
Lagoa Grande
Lajinha
Lambari
Lavras
Lima Duarte
Luisburgo
Machacalis
Machado
Malacacheta
Manga
Manhuaçu
Manhumirim
Mantena
Maria da Fé
Mariana
Materlândia
Mateus Leme
Matias Barbosa
Matias Cardoso
Matipó
Matozinhos
Mesquita
Miradouro
Miraí
Moeda
Monte Formoso
Montes Claros
Morro do Pilar
Munhoz
Muriaé
Mutum
Nanuque
Naque
Nova Belém
Nova Era
Nova Lima
Nova União
Novo Cruzeiro
Oliveira
Orizânia
Ouro Preto
Ouro Verde de Minas
Padre Paraíso
Palmópolis
Paraisópolis
Passa Vinte
Patos de Minas
Patrocínio do Muriaé
Pavão
Pedra Bonita
Pedras de Maria da Cruz
Pedro Leopoldo
Perdigão
Perdões
Periquito
Pescador
Piau
Pingo-d
Piranga
Pirapetinga
Pirapora
Piraúba
Poço Fundo
Pocrane
Ponte Nova
Porto Firme
Pouso Alegre
Pouso Alto
Presidente Bernardes
Presidente Olegário
Raposos
Raul Soares
Reduto
Resplendor
Ribeirão das Neves
Ribeirão Vermelho
Rio Acima
Rio Casca
Rio Espera
Rio Pardo de Minas
Rio Piracicaba
Rio Preto
Rubelita
Sabará
Sabinópolis
Salinas
Santa Bárbara
Santa Bárbara do Leste
Santa Cruz de Salinas
Santa Efigênia de Minas
Santa Luzia
Santa Margarida
Santa Maria de Itabira
Santa Rita do Sapucaí
Santana do Jacaré
Santana do Manhuaçu
Santana do Paraíso
Santana dos Montes
Santo Antônio do Itambé
Santos Dumont
São Francisco
São Gonçalo do Rio Abaixo
São João del Rei
São João do Manteninha
São João do Oriente
São João Evangelista
São João Nepomuceno
São Pedro do Suaçuí
São Pedro dos Ferros
São Romão
São Sebastião da Bela Vista
Sapucaí-Mirim
Sardoá
Sarzedo
Senador Firmino
Senhora de Oliveira
Seritinga
Serranos
Serro
Sete Lagoas
Simonésia
Taparuba
Teixeiras
Teófilo Otoni
Timóteo
Tocantins
Tombos
Três Corações
Três Marias
Tumiritinga
Ubá
Ubaporanga
Uberlândia
Unaí
União de Minas
Urucânia
Vargem Alegre
Várzea da Palma
Vespasiano
Viçosa
Virgolândia
Visconde do Rio Branco

Mais três cidades da base do Sintram – Perdigão, Candeias e Araújos – também foram colocadas na relação de risco. Na região Centro-Oeste ainda estão na nota técnica as cidades de Capitólio, Florestal, Formiga, Itapecerica e Oliveira.
O levantamento publicado em abril deste ano refez a metodologia até então adotada, adicionando mais critérios e novas bases de dados, o que ampliou em 136% o número dos municípios considerados suscetíveis a desastres. Em 2012, o governo havia mapeado 821 cidades em risco desse tipo.

Com os novos dados, sistematizados até 2022, os estados com a maior proporção da população em áreas de risco são Bahia (17,3%), Espírito Santo (13,8%), Pernambuco (11,6%), Minas Gerais (10,6%) e Acre (9,7%). Já as unidades da federação com a população mais protegida contra desastres são Distrito Federal (0,1%); Goiás (0,2%), Mato Grosso (0,3%) e Paraná (1%).

O estudo foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República. O levantamento foi solicitado pelo governo em razão das obras previstas para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê investimentos em infraestrutura em todo o país.

POPULAÇÕES POBRES

As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com os desastres ambientais no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo.

“A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação sócio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas. Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos”, aponta o documento.

O levantamento ainda identificou os desastres ambientais no Brasil entre 1991 e 2022, quando foram registrados 23.611 eventos, 3.890 óbitos e 8,2 milhões de desalojados ou desabrigados decorrentes de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra.

RECOMENDAÇÕES

A nota técnica do estudo faz uma série de recomendações ao Poder Público para minimizar os danos dos desastres futuros, como a ampliação do monitoramento e sistemas de alertas para risco relativos a inundações, a atualização anual desses dados e a divulgação dessas informações para todas as instituições e órgãos que podem lidar com o tema. 

“É fundamental promover ações governamentais coordenadas voltadas à gestão de riscos e prevenção de desastres”, diz o estudo, acrescentando que o Novo PAC pode ser uma oportunidade para melhorar a gestão de riscos e desastres no Brasil.

“[A nota técnica deve] subsidiar as listas dos municípios elegíveis para as seleções do Novo PAC em prevenção de risco: contenção de encostas, macrodrenagem, barragens de regularização de vazões e controle de cheias, e intervenções em cursos d’água”.

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